Numa distribuição Linux em português, palavras acentuadas podem não ser exibidas corretamente no terminal, ainda que na instalação tenha sido selecionado o idioma correto (português do Brasil). Ao realizar operações em linha de comando pode ser muito complicado referenciar arquivos e diretórios que originalmente foram criados usando caracteres com acentuação.
Este problema pode ocorrer por causa da codificação utilizada para o nosso idioma. É que existem duas codificações para o português brasileiro, o UTF-8 e o ISO-8859-1. Algumas distribuições instalam a codificação UTF-8, o que pode gerar uma incompatibilidade com programas que foram escritos em padrão ISO.
Se for este o caso, pode-se corrigir o problema assim:
Edite o arquivo que faz a configuração da codificação; # vi /etc/sysconfig/i18n Altere as configurações para: LANG="pt_BR.ISO-8859-1" SYSFONT="latarcyrheb-sun16" Agora é só salvar e sair do editor.
Feche a janela do terminal e abra novamente.
Experimente criar um diretório com caracter acentuado, cedilha, etc.
Este procedimento foi testado em distribuição Fedora. Caso não funcione na sua, comente.
Vamos considerar um cenário em que você precisa mover, migrar ou criar backups de contas de usuário de um sistema Linux para outro.
Os procedimentos aqui relatados foram utilizados para migrar as contas de usuários de um sistema Fedora Core 7 para um Debian Lenny, mas provavelmente funcionará em outras distribuições.
O sistema de destino é uma instalação nova, onde nenhuma conta de usuário foi criada ainda.
1. Fazer um backup dos arquivos que gerenciam as contas de usuários:
/etc/passwd - contém as informações de todas as contas de usuário no sistema;
/etc/shadow - contém as senhas criptografadas para cada usuário;
/etc/group - define os grupos aos quais os usuários pertencem;
/etc/gshadow - contém as senhas criptografadas para cada grupo;
/var/spool/mail - contas de e-mail dos usuários;
/home - contém os subdiretórios associados a cada conta de usuário.
1.1 Crie um diretório para armazenar os dados que serão migrados, por exemplo:
oldSystem: ~ # mkdir /root/export/
1.2 Defina um filtro para limitar o UID. Deve-se observar aqui que o limite varia dependendo da distribuição1. Neste caso, 500 para o Fedora e 1000 para o Debian:
oldSystem: ~ # export UGIDLIMIT=500
1.3 Copiar o arquivo /etc/passwd para /root/export/passwd.export usando o comando awk para filtrar as contas de serviço do sistema:
oldSystem: ~ # tar -zcvpf /root/export/home.tar.gz /home
oldSystem: ~ # tar -zcvpf /root/export/mail.tar.gz /var/spool/mail
1.8 Transfira os arquivos para o novo sistema através de um flash drive ou outro meio qualquer. Suponhamos que os arquivos gerados nos passos anteriores foram armazenados no diretório /root/import no novo sistema.
2. Importando as contas para o novo sistema.
2.1 Primeiro, faça uma cópia dos arquivos originais por medida de segurança:
Nota: é necessário usar >> (append) e não > (create) no redirecionamento do shell.
2.3 Restaurar o backup de home.tar.gz:
newSystem: ~ # cd /
newSystem: ~ # tar -zxvf /root/import/home.tar.gz
2.4 Restaurar o backup de mail.tar.gz:
newSystem:~ # tar -zxvf /root/import/mail.tar.gz
2.5 Reiniciar o sistema:
newSystem: ~ # shutdown -r now
O novo sistema deverá subir com todas as contas de usuários e grupos como no antigo sistema.
(1) Cada usuário tem um valor UID e GID únicos, que são atribuídos a partir de uma determinada faixa. Estes são os valores mínimo e máximo para algumas distribuições: RHEL / CentOS / Fedora Core: 500 / 65534 Debian / Knoppix / Ubuntu: 1000 / 29999
Ao ouvir esta expressão “eu aceito” somos imediatamente transportados para a cena de um casamento, quando os noivos no altar aguardam ansiosamente pelo momento em que o celebrante, seja ele, juiz, padre ou pastor, faz a pergunta “você aceita fulano de tal como seu legítimo esposo (ou sua legítima esposa)?” E aí o rapaz ou a moça, responde prontamente: SIM! Por mais eloqüente, brilhante ou profundo o sermão, é certo que a frase que os noivos mais esperam ouvir durante toda a celebração e na qual eles prestam mais atenção é esta. Toda a emoção deles estava concentrada neste momento em que eles diriam o SIM um para o outro e enfim seriam declarados marido e mulher!
No mundo virtual acontece algo bem parecido. Você começa a procurar algo na Internet. Um programa de computador, uma música, um filme, um serviço, um produto, seja lá o que for. Você navega às vezes por varias horas, dias ou meses à procura de algo específico e de repente, encontra. Basta preencher alguns formulários, fornecer um e-mail, se for uma compra escolher a forma de pagamento e em poucos cliques você está prestes a realizar o seu sonho! Mas, geralmente, antes de finalizar vem uma pagina de um contrato que especifica o que você está adquirindo e sob que condições. No rodapé desta página tem um quadrinho pra você assinalar e a frase ao lado: “EU ACEITO”! Pra finalizar o procedimento de aquisição do bem ou serviço ou simplesmente baixar algo interessante, você tem que dizer explicitamente que ACEITA as condições do contrato ou termo relacionado com a operação em questão. E ai.... o que você faz? Lê todo o termo ou contrato cuidadosamente, procura entender todos os termos técnicos ou jurídicos, se preciso for consulta alguém e só depois disto é que, então, decide aceitar as condições e ir em frente com o processo, certo? NÃÃÃO! É óbvio que você nem lê o tal documento e clica o mais rápido possível no quadrinho “EU ACEITO” e pronto! Como o noivo ou a noiva no altar, você não quer nem saber do resto, você não vê a hora de dizer SIM! E após o sim, está feito. Você tem o que você queria.
O objetivo deste artigo é só alertar para o fato de que quando você clica numa opção do tipo “eu aceito”, “eu concordo” ou responde “sim” à pergunta “você está de acordo com as condições?” você está celebrando um contrato. Este gesto faz com que uma condição sine qua non para que um contrato seja considerado valido seja satisfeita, a manifestação expressa da sua vontade de aderir àquele contrato. Uma vez que outras condições essenciais sejam satisfeitas, como por exemplo, a capacidade das partes e sua legitimidade para o ato e a idoneidade do objeto, então, o vínculo jurídico é estabelecido.
Eu lhe convido a refletir sobre o assunto. Afinal, ler um contrato antes de assinar, por mais chato que seja, deve ser feito e pode evitar muitos dissabores. E no caso de um contrato virtual o cuidado deveria ser maior ainda, porque a dificuldade de se contatar a outra parte em caso de algum problema tende a ser muito maior do que no mundo real. Eu lhe convido também a responder uma pergunta para fins de estatística. Responda a enquete no quadro ao lado ou use o comentário para responder sim ou não: Você sempre lê o termo ou contrato quando adquire algo pela Internet?
O Reveillon ta chegando e como não poderia deixar de ser, vamos fazer nossas promessas de ano novo!
Pois bem, eu prometo que em 2011 não vou deixar este blog jogado às traças. Vou postar toda semana. Se não acredita, volta aqui em janeiro!
Brincadeiras à parte, pretendo realmente retomar este projeto, que tive que interromper por absoluta falta de tempo. Portanto, em breve teremos novos posts interessantes sobre assuntos de relevância no mundo da tecnologia da informação.
Várias mensagens falsas com teor de Intimação têm sido enviadas e alguns desavisados acabam caindo em suas armadilhas.
O assunto geralmente é algo do tipo "você está sendo intimado" por algum órgão como Receita Federal, SERASA, etc. para resolver alguma pendência relacionada com o seu nome.
E sempre vem com um link ou um arquivo anexado. Você é instruído a abrir este link ou anexo para tomar conhecimento dos detalhes da "intimação".
É claro que nenhum destes órgãos envia intimação por e-mail!
Mas tem gente que cai nessa. Talvez por agir impulsivamente e não parar um minuto para refletir.
Porque esta é a forma como muitos lidam com o computador, especialmente quando estão navegando na internet. Não pode ver um link, que clica nele.
Alguma coisa num site ou num e-mail como este faz com que o internauta acredite, confie nele e siga suas instruções sem pestanejar.
E o resultado é o computador infectado.
Resolvi postar esta mensagem porque vi hoje um e-mail dizendo o seguinte:
"Você está sendo intimado pelo não comparecimento em convocação como mesário, conforme intimação em anexo. att. Tribunal Regional Eleitoral"
O pessoal não perde tempo mesmo!
Um dia após o 1º turno das eleições é perfeito.
Se receber algo deste tipo, deixe a curiosidade de lado e delete.
Para solucionar a vulnerabilidade abordada no último artigo, a Adobe recomenda atualizar para o Adobe Reader 8.1.1 ou Acrobat 8.1.1. Os usuários podem utilizar a ferramenta de atualização automática. Na configuração padrão do aplicativo uma atualização automática é agendada, a qual também pode ser ativada manualmente através da opção Help > Check For Updates Now.
Alternativamente, os arquivos de atualização do Adobe Reader 8.1.1 podem ser baixados manualmente e instalados a partir de:
O formato PDF se difundiu rapidamente usando a Internet como a plataforma principal de seu avanço, atingindo grande popularidade. Hoje é difícil encontrar alguém que não tenha documentos neste formato, tanto a nível pessoal quanto empresarial.
O PDF veio suprir a grande necessidade de se publicar na Internet arquivos gerados nos mais diversos softwares preservando sua formatação original.
O problema é que a popularidade deste formato atraiu a atenção dos hackers.
Recentemente foi descoberta uma vulnerabilidade crítica.
Aproveitando-se dos recursos que este formato disponibiliza, um hacker pode incluir num arquivo PDF um código malicioso que criaria uma conexão permitindo a invasão da máquina em que o arquivo tenha sido aberto.
A Adobe reconheceu a falha e publicou uma nota na qual sugere uma alteração no registro do Windows, enquanto não libera um patch de correção.
Ainda segundo a Adobe esta falha afeta usuários do Windows (exceto Vista) e do Internet Explorer.
Como se pode ver no comunicado da Adobe (em inglês), o procedimento para evitar que a falha seja explorada não é muito fácil para um leigo. Qualquer descuido pode trazer sérias conseqüências.
-- Meu computador tava um pouco lento aí eu resolvi fazer um upgrade nele. Coloquei mais 512 de memória.
Cristiane:
-- Pois eu troquei logo meu Pentium 4 por um Dual Core com 1 giga de memória.
Agora sim, dá pra navegar legal na Internet e baixar o que eu quiser.
Deixei de lado também aquele negócio de conectar pelo telefone.
Não agüentava mais a lerdeza. Agora coloquei banda larga.
José Antônio:
-- Ah, eu também vou colocar banda larga lá em casa este mês ainda.
Comprei também um drive gravador de DVD, já instalei lá.
Cristiane:
-- Ah é, sem gravador de DVD não dá pra ficar não.
José Antônio:
-- Por enquanto eu vou ficar com meu Pentium 4 mesmo, porque eu quero comprar um “lepitope”. Aí, depois que instalar a banda larga eu vou colocar um “uairelés”.
Aí eu vou poder ficar tranqüilo. Deixo o computador la pros menino e faço o que eu quiser no “lepitope”.
Este diálogo aconteceu entre o porteiro do prédio onde mora um conhecido meu e a diarista que presta serviço lá.
E serve de exemplo de como a informática está realmente no dia-a-dia de cada um de nós e, o que é melhor, há muito deixou de ser privilégio das classes mais abastadas.
Serve também como exemplo de que quando existe incentivo e apoio do governo, o setor privado reage e coloca mais e melhores produtos acessíveis às parcelas mais pobres da população.
O mesmo poderia ser feito com qualquer outro setor.
Todo mundo poderia ter acesso a atendimento médico, segurança, transporte, educação e moradia de qualidade a um preço razoável, justo.
Parabéns, Brasil, pela inclusão digital. Ela está acontecendo, apesar de estar só começando.
Agora, por favor, que venha a inclusão social plena.
Há pouco tempo escrevi aqui um artigo em que falava sobre o risco de ataques através de malwares distribuídos via dispositivos removíveis.
Recentemente foi identificado um worm que está sendo chamado de W32.Deletemusic que apaga todas as músicas do PC do usuário. E a forma principal de disseminação até agora registrada é através de pen drives e dispositivos de MP3 / MP4 players.
Ele busca por arquivos MP3 no computador infectado e apaga tudo.
As más línguas já estão dizendo que a indústria fonográfica festejou! Eu pessoalmente não acredito nisto.
O Elton John talvez.(*)
Analistas de segurança ainda não descobriram a real motivação por parte dos criadores desta praga. Não foi observada nenhuma outra consequência desta infecção.
Este worm se copia em todos os drives do PC e também cria um arquivo autorun.
Isto quer dizer que toda vez que alguém acessa o drive infectado ele entra em ação de forma oculta sem que o usuário perceba. Isto, é claro, se a função autorun estiver habilitada no sistema operacional (Windows).
(*) Veja notícia e comentário na coluna ao lado - Elton John: Fora Internet!
Encontrei um artigo interessante em que o Carlos Nepomuceno relata sua experiência ao comprar uma impressora HP no Submarino e se surpreender ao descobrir que o equipamento não vem com o cabo USB.
Este artigo comenta:
"O que um cabo de R$ 7,00 ensina sobre o consumidor".
Prática de vender impressora sem o cabo divide os leitores e abre um grande laboratório coletivo sobre como as pessoas pensam de maneira distinta sobre consumo e uso, relação com fornecedores e publicação online.
Não pude deixar de escrever estas linhas pra tecer meu comentário e expressar minha surpresa com esta declaração tão infeliz do Ziraldo.
É de se admirar que um homem inteligente e talentoso como ele faça uma declaração desta, que demonstra um preconceito ridículo.
Se ele prefere os livros, os jornais, as revistas, enfim, a mídia escrita, tudo bem. Agora, desdenhar desta forma a Internet causa a impressão de que existe nele um sentimento de frustração, por não conseguir atuar na Internet com a desenvoltura com que consegue fazê-lo em outras mídias.
Seria mais nobre confessar que esta não é a sua praia. Que está satisfeito por ter chegado aonde chegou e não se sente atraído pela Internet. Que não está a fim de encarar um novo desafio nesta altura da sua vida. Que prefere a comodidade de colher os frutos do seu trabalho já realizado. Tudo bem.
Ninguém é obrigado a amar a Internet.
Não vou sair em defesa da Internet dizendo que ela tem tudo de bom e tudo de ruim, porque isto seria chover no molhado. A Internet reproduz fielmente o que somos como sociedade.
Na verdade, eu acho que a única coisa que você pode fazer em relação à Internet é escolher como vai ser a sua participação nela. Porque não participar está, cada vez mais, deixando de ser uma opção. Não importa qual seja sua ocupação, grau de instrução ou influência, muito antes de você perceber, você já está na Internet.
Quem hoje não tem e-mail?
Quem não faz sua declaração de renda pela Internet?
E mesmo quem entregou pessoalmente por disquete ou formulário (isto ainda é possível?), pode crer que seu nome está lá no banco de dados da Receita, que pode ser acessado via Internet.
Mas, tudo bem, você pode escolher ser um anônimo na Internet.
Assim como no mundo real, você pode ser uma pessoa comum que não aparece em destaque na sociedade em que vive. Mas você está lá.
Porém, desprezar ou menosprezar a Internet é tolice.
É uma pena que uma atitude como esta parta de uma pessoa como o Ziraldo. Alguém cuja trajetória foi marcada pela defesa intransigente da liberdade de expressão, o que lhe custou a prisão pelo regime militar por ser considerado “um elemento perigoso”.
Talvez porque os autores do AI5 considerassem que O Pasquim era “o antro do débil mental”.
Recentemente, vi em um grupo de discussão do qual participo alguém oferecendo um programa que mostra quem te bloqueou no MSN.
Talvez o programa até seja legal, mas não me interessei em baixá-lo simplesmente porque não preciso dele.
Na verdade é possível extrair esta informação do próprio MSN, sabia?
Isto mesmo. Você pode saber agora mesmo quem está na sua lista de contatos, mas você não vê on line, porque ele ou ela te bloqueou. Aqui vai a dica.
Entre em Ferramentas --> Opções. Depois vá para Privacidade. Certamente você já conhece este painel onde você tem a lista de permissões e a lista de bloqueios.
A Lista de bloqueios, lógico, é quem você bloqueou. E não é disto que estamos falando.
O que a maioria não sabe é que na sua Lista de permissões é que se encontra meio escondida a informação de quem te bloqueou.
Clique em alguém nesta lista com o botão direito. Se a opção Excluir estiver disponível é porque esta pessoa te bloqueou!
Você vai ver que, ao contrário, esta opção não aparece disponível para aquelas pessoas com quem você conversa e que você tem certeza que não te bloquearam. Não é interessante?
Pois bem, agora que você já sabe, pode conferir. A não ser que prefira não se arriscar a ter uma decepção com alguém com quem desejava tanto manter uma amizade (ou algo mais)!
Na minha opinião a melhor sacada em termos de conexões para computadores que surgiu nos últimos tempos foi a porta USB.
Quando saíram os primeiros computadores com conexões USB não podíamos imaginar a revolução que isto causaria. O fato é que hoje em dia quase tudo se pluga na USB.
As câmeras digitais foram as primeiras a exigirem este tipo de conexão. Agora a lista de aparelhos e "coisas" que se pode plugar na USB não pára de crescer.
Além dos mais comuns, como teclado, mouse, web cam, pen drive, mp3 e mp4 players, você tem ainda, laser pointer, HD externo, docking stations, switches, etc.
E as novidades não param de surgir.
Canivete suiço com flash drive USB
O tão conhecido brinquedinho de mil e uma utilidades, agora vem também com um flash drive USB.
Pilha USB
As pilhas recarregáveis que eliminam carregador. Basta plugar na porta USB do seu computador e elas são recarregadas.
Porta-retrato USB
A versão digital do tradicional porta-retrato de mesa. Só que agora as fotos se alternam no display.
Lâmpada USB
Em qualquer lugar, a qualquer hora, abra o seu laptop e plug a luminária na porta USB para iluminar o teclado.
Geladeira USB
E pra você que não dispensa uma bebida gelada enquanto trabalha no seu computador, chegou a geladeira USB. Com ela plugada na porta USB do seu micro, você gela uma latinha de bebida em menos cinco minutos.
Se tem uma coisa que me intriga é o fato de as pessoas não se preocuparem devidamente com o backup de seus arquivos.
Frequentemente ouvimos histórias de dados perdidos que levam seus donos à loucura.
Trabalhos de meses ou anos, documentos importantes, ou mesmo trivialidades como uma música em mp3 ou um vídeo, mas que são igualmente importantes para alguns, se perdem, simplesmente porque eles não têm o hábito de fazer backup.
Eu não sei exatamente o que leva as pessoas a acharem que “isto nunca vai acontecer comigo”, “ta tudo bem seguro no meu computador”...
Acho que uma coisa deve ficar muito clara pra todos que usam computador. Nada está seguro. Você pode perder tudo a qualquer momento.
Não, eu não estou sendo fatalista. Estou sendo realista. Já vi acontecer inúmeras vezes. De repente dá “um probleminha no computador” e o cara chama o técnico e aí descobre que seu HD morreu e os seus dados já eram.
Antes que você se apresse em dizer “ah, mas tem jeito de recuperar”. Eu sei. Você pode encontrar aqui mesmo vários artigos que escrevemos sobre isto nos últimos dois meses. Mas, seja esperto, faça backup, para que você não fique dependendo de ter que recuperar arquivos perdidos por qualquer que seja o motivo.
Existe toda uma técnica para se efetuar backups que realmente garantam a recuperação de seus arquivos de forma segura. Vamos publicar artigos falando disto de forma mais detalhada. Mas, se você não tem nenhuma rotina de backup hoje, eu te aconselho a começar imediatamente, usando a forma mais barata e fácil, apesar de não ser a mais recomendada - CD. Se o seu computador ainda não tem um gravador de CD, instale um e comece a gravar tudo o que você tem e acha realmente importante em CD e guarde em local seguro. Já é um grande passo. Faça isto todo dia antes de dormir e vá pra cama tranqüilo!
Depois vamos ver as melhores técnicas e equipamentos para um backup profissional.
Nos artigos anteriores abordamos as situações mais comuns que acarretam perda de dados em um disco rígido. Vimos que em todas elas há sempre a possibilidade de recuperação, ainda que em alguns casos, apenas parcial.
Neste artigo vamos tratar de algo diferente.
Antes de mais nada, uma formatação de baixo nível não é algo que acontece por acidente. Então, eu acho que nunca deveria acontecer uma situação em que alguém pudesse querer recuperar dados em um HD que sofreu uma formatação de baixo nível!
Mas, como eu já vi acontecer de tudo, então, vou dar logo a má notícia para quem, sabe-se lá por que cargas d’água, precisa recuperar os dados em um HD que sofreu uma formatação de baixo nível. Já era. É impossível.
Isto porque a formatação de baixo nível afeta cada setor do disco e não apenas a MBR ou o Sistema de Arquivos (FAT, NTFS, etc.) como nos casos já estudados anteriormente.
Pra simplificar a coisa, este tipo de formatação sobrescreve todos os dados, gravando ZERO em todos os setores.
Assim sendo, se você tinha esperança de recuperar algo em um disco formatado deste jeito, esqueça. Não queime seus neurônios ou desperdice tempo tentando descobrir uma fórmula mágica.
Bem, agora deixa eu falar para outro público. Você que quer mesmo apagar tudo, zerar seu disco rígido e gostaria de saber mais sobre essa tal de formatação de baixo nível.
Pois bem, vamos a três perguntinhas básicas:
Por que fazer uma formatação de baixo nível?
Qual a diferença entre formatação de baixo nível e Zero Fill?
Como fazer uma formatação de baixo nível?
As respostas:
Por que fazer uma formatação de baixo nível?
a. Um bom motivo para se fazer uma formatação deste tipo é quando se vai vender um micro usado. Para se ter a garantia de que ninguém vai conseguir recuperar dados via software no disco e, eventualmente, ter acesso a dados pessoais ou sigilosos.
b. Quando mesmo após reformatar ou reparticionar o disco, ele continua dando erro ao tentar instalar o sistema operacional.
Isto pode ser causado por setores defeituosos não identificados ou até mesmo vírus no setor de boot que impedem a execução de outros utilitários.
Qual a diferença entre formatação de baixo nível e Zero Fill?
De acordo com pesquisas realizadas junto a fabricantes de HD, era chamado de Formatação de Baixo Nível ou Low Level Format (em inglês) o método usado nas fábricas para a criação e definição das trilhas e setores de um disco. Não tenho notícia de que exista disponível para uso comum nenhum utilitário de disco com esta característica.
O que temos são os discos de configuração de HDs fornecidos pelos próprios fabricantes, conhecidos como Disk Manager, nos quais encontramos vários utilitários, entre eles os chamados de “Formatação de Baixo Nível” ou “Zero Fill”, que na verdade são a mesma coisa.
Esta ferramenta executa testes e é capaz de detectar problemas no disco de forma mais eficaz, ao mesmo tempo em que zera todo o HD como já explicamos acima.
Ao final da “formatação de baixo nível” ou do “zero fill” o HD estará realmente zerado praticamente como saiu de fábrica.
Como fazer uma formatação de baixo nível?
Procure o Disk Manager do fabricante do seu HD. (Coloquei alguns links aí na barra lateral)
Encontre nele a opção Low Level Format ou Zero Fill e manda bala!
Não tem segredo. Mas é um processo demorado. E lembre-se, não tem volta.
Será que ainda é possível recuperar algum dado de um HD que foi reparticionado ou reformatado?
-- A resposta é sim.
Em artigos anteriores (consulte o Arquivo do Blog ai ao lado) já explicamos o que ocorre quando um arquivo é excluído. Vimos que a formatação de um disco é simplesmente um processo lógico que não afeta a mídia em si.
Uma vez que os dados são gravados fisicamente por magnetismo no disco, eles continuam lá mesmo após uma formatação ou particionamento do disco.
A criação ou exclusão de partições trata-se apenas de manipulação do MBR – Master Boot Register ou Registro Mestre de Inicialização e do sistema de arquivos.
No MBR estão as informações relativas às partições do disco.
Através dele o sistema operacional verifica quantas partições o disco contém e aonde começa e termina cada uma, além de outras informações relativas ao sistema de arquivos e parâmetros de inicialização.
Quando você exclui uma partição, você está simplesmente apagando os dados que referenciam esta partição. Consequentemente, o sistema operacional não consegue mais “enxergá-la”. Ao excluir a partição, são excluídos também os links para os arquivos que estão gravados naquela partição, ou seja, o sistema de arquivos é também zerado.
Assim, mesmo que você reconstrua a partição, ela aparecerá vazia, pois o sistema de arquivos não tem mais nenhuma informação de dados nos setores que compõem esta partição.
Tudo isto acontece na trilha zero.
Você já deve ter visto ou ouvido falar de “erro na trilha zero”.
A trilha zero do HD é o espaço onde ficam as informações de inicialização (boot) e também o sistema de arquivos (FAT, NTFS, EXT, etc.). Se os dados contidos nela forem apagados ou danificados, o computador não inicializa.
Para aumentar as chances de recuperação de dados em um HD nestas condições é necessário não efetuar nenhuma gravação nele, pois setores contendo dados seriam regravados. Ele tem que ser instalado como slave e, a partir do HD master, rodar um programa de recuperação de dados que acessa o disco fisicamente, passando por cima das informações do sistema.
O resultado é imprevisível. Pode ser possível recuperar grande parte dos dados perdidos ou não. Tudo depende do nível de atividade de gravação no disco logo após a formatação ou particionamento.
Quem já está no ramo há algum tempo se lembra da época em que a disseminação de vírus era basicamente via disquetes.
Todo mundo tinha receio de aceitar um disquete e nunca rodava o seu conteúdo sem antes “passar o antivírus”.
Os vírus adoravam infectar o setor de boot nos disquetes e faziam horrores nas máquinas que os hospedavam.
Alguns deles se tornaram famosos, como por exemplo, Michelangelo e Leandro e Kelly.
Com o advento da Internet e a obsolescência dos disquetes tudo mudou. A grande porta de entrada de vírus passou a ser as redes. A Internet, é claro, é hoje o maior meio de propagação de vírus.
Com o desenvolvimento das linguagens que permitem a execução de códigos maliciosos em páginas web, e-mails, etc. e tal, os bad boys do cyberspace deitam e rolam.
Mas eis que os dispositivos removíveis voltam a ser muito utilizados pelos usuários. O uso de pen drives, mp3 players, cartões de memória cresce a cada dia e, como os disquetes antigamente, se tornaram um excelente meio de disseminação de vírus.
Talvez você possa estar se perguntando: bem, os disquetes se tornaram obsoletos, mas os CDs se popularizaram. E não ouvimos falar em vírus sendo distribuídos via CD. Por que com estes novos dispositivos agora seria diferente?
Porque estes ao serem conectados ao micro se tornam uma unidade de escrita e leitura automaticamente. Já os CDs normalmente são apenas leitura, exceto em se tratando de CD R/W e que tenha sido gravado em formato UDF.
Já se tem notícia de um worm que varre o sistema à busca de unidades removíveis e, ao encontrar, grava nelas um arquivo oculto que executa programas automaticamente.
Esta sua particularidade foi detectada recentemente. Alguns sites especializados ainda indicam que ele se propaga apenas via e-mail.
O nome da praga é SillyFD-AA, também conhecido como W32/Sillyworm .
Desta forma, ao ser conectado em um computador rodando Windows, ele entra em ação.
Se esta tendência continuar, podemos ver em breve uma epidemia desencadeada por este tipo de ação.
Para se prevenir, mantenha sempre um antivírus atualizado, com a função de escanear automaticamente mídias removíveis conectadas ao computador.
Continuando nossa série “Socorro! Perdi Tudo”, vamos analisar este caso.
O que realmente a formatação do HD faz?
Desde quando iniciou os seus passos pelo mundo da informática, você foi advertido de que, uma vez formatado o disco rígido, todos os dados estavam irremediavelmente perdidos, não é verdade?
Será que é isto mesmo? O que o processo de formatação faz?
Quando o assunto é acesso a dados sempre tem duas coisas envolvidas – a parte lógica e a parte física.
O disco é um meio físico onde os dados são gravados magneticamente. Mas o acesso a esses dados depende do que chamamos de Sistema de Arquivos, que é a parte lógica.
A idéia que se tem de formatação é como se estivéssemos passando um apagador numa lousa. Ou uma borracha numa folha de caderno escrita a lápis. No final ta tudo apagado; já era.
Nada disso. A formatação afeta os seus arquivos do mesmo modo que uma “exclusão definitiva” praticada dentro do Windows, através da seqüência de comandos Shift+Del.
Os procedimentos e as chances de recuperação dos arquivos são os mesmos que foram descritos nas primeiras matérias desta série.
Dê uma olhada no Arquivo do Blog aí ao lado e boa sorte.
Não deixe de comentar, sugerir, criticar ou até mesmo elogiar. :-)
Não encontrou o que precisava? Mande uma mensagem e incluiremos o assunto nos próximos posts.
Finalmente um fabricante decidiu fazer algo pra tentar acabar com a festa do roubo de celulares.
Cada vez mais usados pelos bandidos, dentro e fora dos presídios, o celulares se tornaram um grande alvo de assaltantes. Pode parecer incrível, mas há casos em que o assaltante exigiu o celular da vítima sob a mira de uma arma, mas nem sequer reparou no cordão de ouro que ela usava.
O celular se tornou uma ferramenta valiosa para o crime, organizado ou não.
Enquanto parece que a polícia, a justiça, ou seja lá quem deva se preocupar com isto desistiu do controle dos celulares nos presídios, surge a iniciativa de um fabricante que pode desestimular o roubo destes aparelhos. Ou, pelo menos, facilitar a localização de um aparelho roubado.
A Samsung incorporou em alguns dos modelos da sua linha 2007 de celulares recursos de segurança para a localização do aparelho e o envio de mensagens de emergência por SMS.
Espero que isto se torne um padrão e passe a ser um recurso oferecido em todos os aparelhos...