terça-feira, 28 de agosto de 2007

Diálogo Informático

José Antônio:

-- Meu computador tava um pouco lento aí eu resolvi fazer um upgrade nele.
Coloquei mais 512 de memória.

Cristiane:

-- Pois eu troquei logo meu Pentium 4 por um Dual Core com 1 giga de memória.

Agora sim, dá pra navegar legal na Internet e baixar o que eu quiser.

Deixei de lado também aquele negócio de conectar pelo telefone.

Não agüentava mais a lerdeza. Agora coloquei banda larga.

José Antônio:

-- Ah, eu também vou colocar banda larga lá em casa este mês ainda.

Comprei também um drive gravador de DVD, já instalei lá.

Cristiane:

-- Ah é, sem gravador de DVD não dá pra ficar não.

José Antônio:

-- Por enquanto eu vou ficar com meu Pentium 4 mesmo, porque eu quero comprar um “lepitope”. Aí, depois que instalar a banda larga eu vou colocar um “uairelés”.

Aí eu vou poder ficar tranqüilo. Deixo o computador la pros menino e faço o que eu quiser no “lepitope”.

Este diálogo aconteceu entre o porteiro do prédio onde mora um conhecido meu e a diarista que presta serviço lá.

E serve de exemplo de como a informática está realmente no dia-a-dia de cada um de nós e, o que é melhor, há muito deixou de ser privilégio das classes mais abastadas.

Serve também como exemplo de que quando existe incentivo e apoio do governo, o setor privado reage e coloca mais e melhores produtos acessíveis às parcelas mais pobres da população.

O mesmo poderia ser feito com qualquer outro setor.

Todo mundo poderia ter acesso a atendimento médico, segurança, transporte, educação e moradia de qualidade a um preço razoável, justo.

Parabéns, Brasil, pela inclusão digital. Ela está acontecendo, apesar de estar só começando.

Agora, por favor, que venha a inclusão social plena.

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